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Greve dos caminhoneiros faz preço da batata ter alta superior a 200% em Cuiabá

Em uma semana, dos 69 itens pesquisados, 40 deles tiveram alta nos preços.
Luciana Cury | Seaf MT

A expectativa é que ao longo da próxima semana, os preços dos 40 itens que sofreram aumento voltem ao preço comum no atacado. - Foto por: Seaf-MT
A expectativa é que ao longo da próxima semana, os preços dos 40 itens que sofreram aumento voltem ao preço comum no atacado.
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A paralisação nacional dos caminhoneiros causou forte impacto nos preços dos produtos hortifrutigranjeiros comercializados na Central de Abastecimento de Cuiabá. O preço da batata subiu 212%, e do tomate 114%, de acordo com o levantamento semanal realizado por técnicos da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e prefeitura de Cuiabá. Dos 69 itens pesquisados, 40 deles tiveram alta nos preços em um período de uma semana. O tomate e a batata lisa foram os itens que mais subiram de preço no comércio atacadista. Em seguida aparecem quiabo, abobrinha, jiló, pimentão, quiabo e a cebola.

O tomate era vendido a R$ 70 a caixa de 20 quilos, na semana passada. Ontem o valor era de R$ 150. Já a batata custava R$ 80 a saca com 50 quilos na terça passada. Uma semana depois ela está sendo vendida a R$ 250.

Segundo o engenheiro agrônomo da Seaf, Luiz Henrique Araújo, um dos responsáveis pela cotação de preços, os itens que mais subiram foram justamente aqueles que vêm de outros estados, como o tomate, sendo a maioria vinda dos estados de Goiás e São Paulo, e a batata, sendo grande parte produzida na região sul e sudeste do País. “Aqueles produtos que são produzidos em sua maioria pela agricultura familiar, e em grande abundância na Baixada Cuiabana, como a mandioca, banana, laranja, melancia e o abacaxi, não tiveram aumento e nem tiveram escassez no comércio”, explica o engenheiro agrônomo.

A expectativa é que ao longo da próxima semana, com o abastecimento começando a se normalizar com a diminuição da mobilização dos caminhoneiros, os preços dos 40 itens que sofreram aumento voltem ao preço comum no atacado.