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Pró-Limão e Pró-banana visam aumentar produção de frutas no Estado

DÉBORA SIQUEIRA | Hipernotícias

Pró Limão - Foto por: Maria Anffe
Pró Limão
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Por meios dos programas Pró-Limão e Pró-Banana, Mato Grosso quer incentivar a produção de frutas nas pequenas propriedades visando o mercado interno. Hoje, as frutas consumidas no Estado são trazidas de outros estados. Para se ter ideia, as bananas consumidas pelos mato-grossenses são oriundas de Santa Catarina, São Paulo, Acre e Rondônia.

 

 “Estamos com o desafio de estimular locais onde tinham os nichos produtivos da banana no caso do Médio-Norte região de Alto Paraguai, Santo Afonso, e implantar unidades referências de tecnologias de banana e cultura. A ideia é poder disseminar boas práticas e ensinar o produtor que não adianta fazer uma mudinha no fundo do quintal que não vai ser produtivo”, explicou o secretário de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Suelme Fernandes.

 

Na década de 80 e 90, Mato Grosso foi um grande produtor de banana com uma área de 530 hectares, segundo a Seaf. Hoje não passa de 50 hectares cultivados. “A sigatoka negra e o mal do Panamá foram as pragas que acabaram com a produção de banana. A gente foi buscar algumas variedades que tem resistência ao sigatoka para investir nessa fruta que é a principal da gôndola do supermercado”.

 

A Seaf adquiriu aproximadamente umas 20 mil mudas de banana que devem ser entregues a produtores de 14 municípios. Já no caso do Pró-Limão foram entregues 16 mil mudas a 52 produtores que são de propriedades referências em tecnologias. “É como se você andasse de Fusca e nós do programa Pró-limão estivéssemos andando em uma Ferrari, para que o produtor possa ter a melhor performance possível. A ideia da secretaria é buscar vitrine tecnológica que possa estimular boas práticas e multiplicação de saberes”, disse o secretário.

 

O Estado buscou o know how da Embrapa, que apontou que um dos problemas da produção do limão Taiti é a questão da qualidade sanitária das mudas. “Não dá para pensar em agricultura familiar em Mato Grosso com um cara produzindo mudinha de sementes de limão em copinho descartável. Não vai vencer nunca o jogo da grande tecnologia e da grande qualidade do mercado. Hoje os produtores têm sementes geneticamente mais resistentes, com melhor performance”, argumentou Suelme Fernandes.

 

O mesmo raciocínio utilizado na produção de grande escala do agronegócio tem sido usado na agricultura família: boas sementes e muita tecnologia no campo.

 

“Quando o produtor pensar em plantar pé de limão, não dá para comprar no viveiro da esquina.Ele tem que ver quais são os viveiros que têm as melhores matrizes e melhores clones e materiais genéticos do Brasil. No Pró-Limão nós trouxemos uma variedade de limões Taiti que é de São Paulo, de um dos melhores viveiros de produção de muda do país. Certificado com uma qualidade sanitária que é resistente a 70% das pragas do limão convencional e ele tem uma performance em resultado de produção de 30% a 40% de uma média convencional e com uma padronagem e quantidade de suco absolutamente maior do que a gente tem na média convencional do limão caipira”.

 

Exportações de frutas

 

No dia 27 de fevereiro, o ministro Blairo Maggi lançou o Plano Nacional do Desenvolvimento da Fruticultura (PNDF) em parceria com entidades do setor privado com o objetivo de melhorar a qualidade, aumentar a produção, o consumo interno e as exportações de frutas. As exportações brasileiras de frutas frescas têm potencial para crescer. Após o recorde de US$ 1 bilhão em 2008, o setor não repetiu mais essa performance.

Dois milhões de hectares de norte a sul do país são cultivados com espécies de frutas temperadas e tropicais, produzindo 44 milhões de toneladas ao longo de todo o ano e empregando 5 milhões de pessoas, 16% do total das vagas do agronegócio.

Apenas cinco produtos concentram cerca de 75% das exportações brasileiras de frutas frescas, quando considerado o período de 2014 a 2016: mangas, castanhas, melões, limões e uvas.

No caso de Mato Grosso, o trabalho mais do que pensar em vender para o mercado externo é aumentar a produção e atender um mercado interno exigente e ainda dependente de outros estados.