Pular para o conteúdo
Voltar

Palestra sobre intervenções tecnológicas no meio rural encerra curso sobre citricultura

Rodrigo Maciel Meloni | Gcom-MT

Maria Anffe - Gcom-MT
A | A

Técnicos de 26 municípios de Mato Grosso participaram do encerramento do curso de capacitação continuada em Citricultura, realizado em Peixoto de Azevedo (670 km ao Norte de Cuiabá) entre os dias 20 e 22 de junho. Promovido pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários de Mato Grosso (Seaf-MT), o curso fechou a programação com três palestras que abordaram as intervenções tecnológicas no meio rural. A ação é parte do programa estadual Pró-Limão, que visa dar sustentabilidade ao cultivo da citricultura no estado.

“Queremos fomentar e fortalecer a cadeia produtiva do limão como alternativa sustentável de geração de renda, e a Região Norte do estado tem o clima e o solo favoráveis para o cultivo da citricultura”, destacou o titular da Seaf-MT, Suelme Fernades.

O técnico da Empresa de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer), Osmar Assis Alves, abriu o 3º dia de estudos com a palestra ‘Metodologia para acompanhamento e avaliação de intervenções tecnológicas em Unidades de Referência Tecnológica (URT)’.

“Nossos técnicos devem estar preparados para ajudar os produtores rurais no que for preciso, e estamos aqui atualizando e aprendendo conceitos sobre oportunidades de atualização técnica, tendências produtivas e econômicas e eficiência no planejamento da atividade agropecuária”, disse o representante da Empaer.

Segundo ele, a URT e o plantio em formatos específicos surgem como uma alternativa para os pequenos produtores rurais. “Precisamos mostrar para o produtor rural como aproveitar a área, quando implantadas tecnologias compatíveis e recomendadas”, comentou Osmar Alves.

Em seguida, o pesquisador da Embrapa Cerrados, braço da Empresa Brasileira de Pesquisa, Agropecuária (Embrapa), José Humberto Valadares Xavier, tratou do tema ‘Metodologia para avaliação de intervenções tecnológicas no meio rural’, para depois realizar uma análise em conjunto com os técnicos, onde informações de URTs com vistas ao uso para apoiar processos de inovação foram debatidas.

A representante da Embrapa Agrossilvipastoril, Suzinei Oliveira, mediou o debate que contou com a presença de técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado Indea-MT.

Capacitação

A Seaf-MT apoiada por parceiros como a Embrapa Agrossilvipastoril dá continuidade, desde o início da gestão, a processos de capacitação continuada de agentes de assistência técnica e extensão rural focados nas principais cadeias produtivas da agricultura familiar em Mato Grosso.

Os cursos buscam capacitar de forma contínua os profissionais, que por sua vez multiplicam o conhecimento levando-o até os produtores do estado. Estas ações beneficiam extensionistas da Empaer, de prefeituras, cooperativas, associações, organizações não governamentais, Senar e até consultores da inciativa provada.

Além de acompanhar os módulos da capacitação, cada um deles tem a tarefa de montar e conduzir ao menos uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) na região em que atua. Esta URT, montada em uma propriedade representativa do local é usada para testar o conhecimento adquirido e para passa-lo adiante por meio de dias de campo, visitas técnicas e outras atividades.

Pró-Limão

No ano passado o governo estadual entregou 12 mil mudas de limão tahiti, melhoradas geneticamente, para 25 produtores rurais da região Norte do estado, nos municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá, com a expectativa de produzir mais de 360 toneladas do fruto a partir de 2018. Cada produtor plantou 480 mudas em uma área de um hectare.

A muda de limão melhorada geneticamente é resistente à seca e doenças de solo, e o objetivo do Estado para os próximos anos é dobrar a área de plantio de 25 hectares para 50 hectares. Na região Norte, as condições climáticas e o solo fértil favorecem a cadeia produtiva da citricultura, pois o clima é quente e úmido, ideal para o crescimento da cultura e da qualidade visual do fruto, que apresenta uma coloração diferenciada, mais esverdeada, com a casca lisa, considerada ideal para exportação.

A cultura cítrica é irrigada e pode produzir o ano todo. No segundo ano de cultivo, uma árvore produz em média 10 quilos de limão e, no terceiro ano considerado comercial, produz 30 quilos por árvore. Em um hectare de limão, pode ser produzido mais de 14 toneladas do fruto na época da safra.