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Visita técnica apresenta tecnologia para cultivo de arroz e banana da terra

Rosana Persona | Seaf MT

Assessoria Seaf
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O Centro de Pesquisa e Transferência de Tecnologia da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), localizado no município de Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá), receberá uma visita técnica sobre as culturas do arroz e banana. O evento, que será realizado nesta quinta-feira (23.02), às 8 horas, contará com a participação de produtores rurais, pesquisadores, estudantes, técnicos e outros. Serão apresentadas novas tecnologias e serviços voltados para a agricultura familiar com demonstração em unidades de produção.

A visita técnica será dividida em duas estações. A primeira, com quatro fases, vai mostrar aos participantes o cultivo de plátanos e a segunda vai focar na cultura do arroz de sequeiro. Na primeira estação, serão abordadas mudas propagadas com a engenheira agrônoma, Danielle Helena Muller; plantio adensado da bananeira “farta velhaco” com o pesquisador Humberto Marcílio; controle de broca da bananeira com o engenheiro agrônomo Elder Cassimiro da Silva; e apresentações dos trabalhos de pesquisa com o agente técnico Ciro dos Santos.

O destaque para a cultivar farta velhaco ou banana da terra será o plantio adensado com cinco espaçamentos. O pesquisador Humberto explica que os plátanos, banana da terra ou bananas de cozinhar e de fritar, possuem teor elevado de amido, e são consumidos como fonte de carboidratos nos países em desenvolvimento. A banana para consumo in natura é a fruta  mais produzida e consumida mundialmente. “Normalmente, os plantios de plátanos, no estado, são explorados principalmente por pequenos produtores e assentados com baixa tecnologia, sendo esta cultura a principal fonte de renda e alimentos”, enfatiza.

Na segunda estação, o arroz de sequeiro será apresentado pela pesquisadora Nara Regina Souza, que vai falar sobre o valor do cultivo e uso, seleção de linhagens mais produtivas e resistentes a doenças, ensaio de inoculantes (uso dos inoculantes Azozpirilum e Herbaspirilum na cultivar BRS Esmeralda). Os participantes vão verificar 17 linhagens de arroz de terras altas, material lançado junto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), todos adaptados para a região de Mato Grosso.

A BRS Esmeralda, quando comparada com outras cultivares disponíveis no mercado, apresentou maior tolerância ao estresse hídrico, o que lhe garante maior rusticidade. O ciclo médio, da emergência à colheita, varia de 105 a 110 dias. No momento, a cultivar apresenta moderada resistência à Brusone das panículas, forma mais severa da doença, e moderada resistência ao acamamento, principal desafio do arroz de Terras Altas na região Centro-Norte brasileira. E a produção da cultivar pode chegar a sete mil quilos por hectare.

A visita técnica tem encerramento previsto às 11 horas.